terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Achei estes pesados pensamentos no meio das coisas do meu falecido avô. Estremeci ao perceber que sou apenas hélice de um moinho, e que o mesmo vento que soprava nele ainda sopra em mim.

"A chave para o entendimento do meu ser é a paciência. Não precisa ser um grande analista para me entender, não precisa ser sensível nem sensitivo. É paciência para me ouvir, me ver, me querer e não me interromper enquanto digo. Mas vocês sempre me querem encaixado em algum plano, em algum molde. Me querem previsto, sabendo o que vou fazer. Não entendem o porquê tomo sopa ao invés de comer frango e com um sorriso de canto de boca vocês dizem "Então você é do tipo que não come frango? Não me venha com essa!"
O grande erro de vocês é conectarem as coisas e usar da burrice de um julgamento precoce: se não gostas de carne, provavelmente não tomas aguardente e por conta disso é do tipo rebuscado e aborrecido.
Vá, reputar minhas preferências alimentares ainda passa, mas dizer sobre alegria à vida por cousa tão pequena é me afogar em injustiça. Deixo aqui meu ultimato: bebo cachaça e odeio frango!"

7 comentários:

  1. Soou como um desabafo e ao mesmo tempo reclamações de um velho ranzinza, achei ótimo, me fez sorrir no final :)

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  2. poderia escrever este comentário de várias maneiras, mas me limito a escrever breves e toscas palavras... O homem jamais saberá pra onde vai, se não souber de onde veio. Está começando bem, rs.
    Escrever está no sangue...

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  3. " Meu amigo secreto é um cara legal, não o vejo a 11 anos e ta de baixo da terra"

    Foi uma das piadas mais filhas da puta de engraçadas do mundo!

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  4. Sinto falta de ler as coisas que você escreve.
    Um dom só é um dom quando compartilhado.
    Não sei se o egoísmo é da sua parte por escolher não compartilhar, ou é da minha parte por exigir algo que faz parte de você.

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